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    Este texto é uma reflexão de dois artigos da revista exame e do encontro: a relevância da avaliação para o Investimento Social Privado no centro britânico em 04/07/12.

    Este encontro patrocinado por Itaú Social e Fundação Roberto Marinho, com apoio técnico da Move avaliação e estratégia em desenvolvimento social, inicia com a palestra muito esclarecedora de Jane Davidson mostrando as diferenças entre indicadores quantitativos e qualitativos também chamados por ela de critérios e rubricas, mostrando a importância dos últimos em detrimento dos quanti e que, o importante é saber o que queremos e não começar a mensurar só por que é mais fácil.

    Entender que os resultados de uma avaliação têm que responder as perguntas: e daí? E agora? (so what; now what), ou seja, não serve e não é suficiente dizer que atendemos x mil crianças ou servimos x milhões de refeições ( a la Criança Esperança). É necessário mostrar que vidas foram mudadas e ou salvas. Também não é necessária uma grande quantidade de indicadores se conseguimos respostas às nossas perguntas apenas com alguns.

    A chave é ter uma proposta clara, envolvimento correto de todos as partes envolvidas (stakeholders), fazer as perguntas importantes e conhecer a grande figura (big picture), ter respostas claras baseadas em evidência e não em achismos e intuições, conforme reportagem da revista exame com o prêmio Nobel Daniel Kahneman, http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/1018/noticias/nao-dependa-da-intuicao-para-tomar-decisoes , que demonstra que as respostas dadas por uma parte do cérebro que responde rápido e com intuição, normalmente nos dá respostas erradas. Davidson ainda propõe ter um relatório sucinto sem muitos detalhes e com idéias que levarão a ação. Parece simples, mas não é. O que precisamos medir contra o que é preciso saber. Saber quantas pessoas vieram a um evento é importante, mas queremos saber se foram suficientes, quem faltou e porque.

    As melhores perguntas a serem respondidas são:
    · O programa era (e continua sendo) necessário?
    · Quão bem o programa foi desenhado e implementado?
    · O programa / projeto valeu a pena pelos recursos aportados?
    · Teve impacto positivo na vida das pessoas?
    · É sustentável financeiramente?

    Não queremos só indicadores, mas ferramentas que respondam as nossas boas perguntas. Focar no que queremos saber e menos no que é fácil medir mesmo que não sejamos tão precisos. Segundo John Tukey, estatístico americano do início do século passado, “muito melhor ter uma resposta aproximada para a pergunta certa, que muitas vezes é vaga, do que uma resposta exata para a pergunta errada, que pode sempre ser feita de maneira precisa”.
    As organizações devem investir na avaliação para poder crescer e replicar os bons modelos.

    O estudo de casos sempre é importante neste tipo de encontro. Foram 4 salas com os seguintes casos:
    - Programa água eclima da WWF Brasil
    - Avaliação do programa primeiríssima infância – Fundação Maria Cecília Souto Vidigal
    - Construção de cultura de avaliação – Instituto Sou da Paz
    - Programa Execelência em gestão Educacional – Fundação Itaú Social
    Assisti ao último que foi apresentado por Carolina e Cláudia. O projeto tem parceria com o Instituto Fernand Braudel com o objetivo de realizar um projeto piloto em 10 escolas municipais da cidade de São Paulo entre as mais vulneráveis, que foram escolhidas pelo critério de desempenho IDESP 2007.

    A estratégia escolhida foi baseadas na cidade de Nova York onde o professor, o coordenador de pais e o coordenador pedagógico recebem uma tutoria no cotidiano da escola e a partir da observação deste tutor (que já foi professor da rede pública) faz recomendações.
    Tem o objetivo de trazer a família para dentro da escola e as perguntas avaliativas foram:
    Em que medida o programa contribui para formação do aluno, relação com a família, gestão pedagógica e desempenho do professor. O projeto terminou no fim do ano passado e agora estão compilando os dados finais. Por meio dos dados preliminares se pode concluir que vale a pena replicar o projeto para outras escolas.

    Aproveito para inserir um caso que saiu na última exame (Ed. 1019) que demonstra como a francesa Ester Duflo se tornou uma das mais requisitadas pesquisadoras especialista no combate a miséria. O pragmatismo de Duflo atrai empresários em busca de avaliar o alcance de seus investimentos em programas sociais, segundo a revista.
    A “Filantropia de Resultado” tem um método de 5 etapas inspirado na medicina:
    1 – O Problema – Pesquisadores determinam o objetivo a ser atingido, como a redução do absenteísmo de professores em determinada região
    2 – A Amostra – Duas amostras da população são separadas aleatoriamente. Uma delas será submetida à solução aplicada – a outra não
    3 – A Análise – Numa avaliação que pode durar até cinco anos, pesquisadores verificam o que deu certo e por quê
    4 – A Comparação – Pesquisadores comparam o custo-benefício da solução atual e outras saídas sob a mesma métrica
    5 – A Multiplicação – O que deu certo pode ser reproduzido em larga escala em comunidades com características semelhantes.

    A similaridade com o projeto do Itaú Social não deve ser mera coincidência. Vejam a matéria toda em: http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/1019/noticias/a-guru-de-bill-gates
    Fiona Cram na palestra: Avaliação, relevância e força dinâmica, trouxe a experiência da Kauapapa Maori Evaluation da Nova Zelândia e o modelo desenhando o caminho de Ross Conner onde os participantes seguram a caneta e falam enquanto desenham e constroem juntos a capacidade de avaliar
    Segundo Martina Rillo Otero do Instituto Fonte que fechou o evento de um dia, a avaliação serve para dentro e para fora – para dentro como parte do planejamento estratégico, para revisar os métodos e objetivos e para fora para atrair e manter investidores, promover os projetos. Focar um só dos lados (fora ou dentro) é desperdiçar energias.

    Visitem os sites Itaú social e Instituto fonte para maiores detalhes do encontro e ver os outros casos:
    www.fonte.org.br ; http://www.fundacaoitausocial.org.br/ ; www.innonet.org ; http://realevaluation.com/
    http://movesocial.com.br/



    Autor: Michel Freller
    Publicado em: 01-08-2013 - Hora: 11:22:47

     
     
         
     
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